O SEMEADOR

sexta-feira, 1 de abril de 2011
Aí vai um artigo confiável sobre relacionamento:

O que é o ciúme?
Inseguranças, insatisfações. O ciúme pode ser a expressão desses sentimentos dentro de um relacionamento. E não são apenas os humanos que sentem ciúme; esse comportamento também está presente nos animais. Trata-se de um sentimento pulsional e instintivo.
 Bom, até que ponto esse ciúme é normal e socialmente aceitável? Quando ele pode ser visto como um indício de que o relacionamento não está dando certo ou de que o ciumento necessite de medicação para controlar um comportamento patológico?
 Escolher ser “marido” ou “esposa”, ao invés de ser solteiro, traz algumas dúvidas. Ao se perceber comprometido, o ciumento projeta no outro as suas incertezas sobre estar ou não disponível para o parceiro (a). O ciúme, aqui, é a expressão das inseguranças.
 A falta de clareza de decisão e de autoconhecimento no momento de assumir um compromisso realmente sério, como o casamento, pode terminar em frustração. O casal se torna inseguro e aparecem os problemas. Surge ou aumenta, então, o ciúme. Passa-se, a transferir suas próprias inseguranças e insatisfações nas costas do parceiro. Se envolver dessa maneira, sem saber exatamente se isso é o que realmente se quer, acaba por fazer a pessoa fingir ser o que não é – e até a acreditar nisso, chegando a criar personagens em sua vida. Para superar a crise, deve-se pensar bem, conversar muito e até considerar a separação para encontrar o que  foi perdido.
 Quando vivemos um casamento, é importante manter o encanto para que o relacionamento fique vivo e sadio. Por isso, acreditar em coisas de que você duvidaria ou omitir certos aspectos – desde que não seja algo que transgrida a ética e o respeito ao parceiro ou parceira – pode ser bom!
 Até aonde vai o limite?
Bom, estar ligado nas redes sociais, nos contatos dos amigos, ex-namorados (as) de seu parceiro (a),sempre procurando saber o que aconteceu(o que ele disse e o que não disse, se há  mentiras ou omissões). Tudo isso promove muita ansiedade, angústia, uma euforia prejudicial ao bem- estar e confiança do indivíduo nele e no relacionamento.
 Viver um relacionamento matrimonial é um ato social que envolve muito mais que desejos ou fantasias, é um papel que ocupamos na sociedade. Casar  nos leva a viver um ritual de amadurecimento, por isso ter companheirismo é crucial. É importante ser honesto com você e pesar a participação nas paranoias. “Aqui se faz, aqui se paga”.
 O que mais persegue o ciumento é sua fantasia. Então, caro internauta ciumento, “largue mão” de bisbilhotar, tenha cumplicidade sem abandonar a individualidade. É um salto de fé. Um relacionamento saudável se cria com muita confiança e conversa. Saiba confiar e não permita que a desconfiança tome conta de você. Sempre que tiver dúvidas em relação ao seu parceiro, o melhor é sentar e expor o que você sente, até mesmo para não perder tempo em um relacionamento que não traz satisfações. É sempre melhor a sinceridade para que o ciúme não se torne dono de sua vida e de seu relacionamento.
Wilson Montiel é especialista em Psicoterapia Psicodinâmica, psicólogo e psicoterapeuta de adolescentes, adultos e casais. Atende em psicoterapia breve de abordagem psicodinâmica, cognitiva de base psicanalítica.
Fonte: Bol Namoro (1/04/11).